Desconto de 65% quer dizer pagar 35%. Um passivo de R$ 5 milhões pode ser quitado por R$ 1,75 milhão quando o enquadramento alcança o teto — e o teto depende da classificação atribuída à empresa.
O Edital PGFN nº 6/2026 permite descontar até 100% dos juros, das multas e dos encargos legais, com entrada de 6% e saldo em até 114 parcelas. O teto efetivo, porém, é definido pela capacidade de pagamento que a PGFN atribui à empresa — uma classificação contábil que, quando não corresponde à realidade, comporta pedido fundamentado de revisão.
Comece pela estimativa: ela mostra a ordem de grandeza em trinta segundos. O número definitivo vem do diagnóstico, feito pelo sócio responsável a partir das suas inscrições.
O Edital PGDAU nº 10/2026 reabriu a adesão até 29/01/2027 e passou a aceitar dívidas inscritas até 03/07/2026. Inscrições feitas entre março e julho de 2026, que ficaram fora da janela anterior, agora podem ser negociadas. Descontos e prazos continuam os mesmos — e continuam dependendo da CAPAG atribuída à empresa.
Esta página atende empresas com passivo federal inscrito a partir de R$ 300 mil.
Pessoa física, MEI ou dívida menor? Você provavelmente consegue aderir sozinho, sem advogado. Veja como.
A PGFN calcula, para cada contribuinte, uma capacidade de pagamento — a CAPAG — a partir de dados de faturamento e de patrimônio que o próprio sistema captura. Dessa nota decorre o grau de recuperabilidade do crédito e, em consequência direta, o desconto que a empresa consegue e o prazo que lhe é oferecido.
O problema é conhecido de quem trabalha com números: a classificação automática enxerga receita bruta, não enxerga margem, endividamento bancário, perda de contratos, sazonalidade nem passivo já comprometido. Empresas que passaram por queda real de resultado costumam aparecer no sistema em faixa melhor do que a sua realidade — e recebem, por isso, condição pior do que teriam direito.
A revisão de CAPAG é um pedido fundamentado, apresentado no Regularize em até 30 dias da ciência da classificação, com laudo técnico de profissional habilitado, balanço, DRE e fluxo de caixa. Não garante mudança de faixa nem suspende o prazo do edital. Em um passivo de R$ 5 milhões, uma faixa de diferença costuma valer centenas de milhares de reais — e é exatamente aí que a análise contábil e financeira do caso deixa de ser detalhe e passa a ser a discussão principal.
Alta ou média perspectiva de recuperação: para a PGFN, a empresa consegue pagar o valor cheio. Sobram a entrada facilitada e o parcelamento em até 60 prestações, sem qualquer redução.
Crédito de difícil recuperação ou irrecuperável: permite redução de até 100% sobre juros, multas e encargos, respeitado o teto de 65% do total — 70% nos perfis favorecidos —, e pagamento em até 120 prestações. O teto não é automático: depende da proposta calculada para a empresa.
A linha que separa esses dois mundos passa entre o B e o C. É ela que decide se uma dívida de R$ 5 milhões será paga integralmente em cinco anos ou quitada por R$ 1,75 milhão em dez, quando a proposta alcança o teto. Atravessá-la não se faz com pedido genérico: exige demonstração contábil da capacidade real de pagamento.
Antes de aderir, a pergunta certa não é “quanto de desconto o edital oferece”. É “a faixa em que a PGFN me colocou corresponde à realidade da minha empresa”.
Modalidades diferentes podem ser combinadas quando a empresa tem débitos de perfis distintos, mas a adesão não pode ser parcial: alcança todas as inscrições elegíveis. Em todos os casos, o percentual indicado é de redução — o teto de 65% significa pagar 35% do valor total.
Contribuições previdenciárias observam o limite constitucional de 60 prestações, computadas entrada e demais parcelas, limite que também se aplica quando a capacidade de pagamento não indica direito a desconto. As prestações têm valor mínimo de R$ 100,00 (R$ 25,00 para MEI com inscrição de até 5 salários mínimos) e são atualizadas pela Selic acumulada, acrescida de 1% no mês do pagamento. É vedada a liquidação com créditos de prejuízo fiscal e base de cálculo negativa da CSLL. Fonte: Edital PGDAU nº 6/2026 (Procuradoria-Geral da Dívida Ativa da União/PGFN), publicado no Diário Oficial da União em 01/06/2026 — também referido como Edital PGFN nº 6/2026. Prazo de adesão e marcos de inscrição na redação do Edital PGDAU nº 10, de 30/09/2026, publicado no DOU em 01/10/2026. Análise completa da prorrogação: Transação da PGFN reaberta até 29 de janeiro de 2027.
Para dívidas de pessoas físicas, MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte de até 60 salários mínimos por inscrição, o edital tem a modalidade de pequeno valor, com descontos fixos de 30% a 50% conforme o prazo escolhido. Essa adesão é feita diretamente no portal Regularize da PGFN e, na maioria dos casos, não exige advogado. Também há o Desenrola MEI, prorrogado até 29/01/2027, para dívidas de MEI de até R$ 20 mil.
Transação é contrato com a Fazenda Nacional. O que se assina hoje produz efeito por anos — e seis pontos costumam custar mais caro do que o desconto economizado.
Em até 60 dias da adesão é preciso comprovar a desistência das ações, impugnações e recursos relativos aos débitos incluídos, com renúncia ao direito discutido. Uma tese madura, com jurisprudência favorável em formação, pode valer mais do que o desconto oferecido.
Alcança a totalidade das inscrições elegíveis, sem escolha de quais entram, ressalvadas as garantidas, parceladas, transacionadas ou com exigibilidade suspensa por decisão judicial. Modalidades podem ser combinadas para perfis diferentes de débito, mas adesão parcial não existe: saber o que é elegível define o tamanho real do compromisso.
O contribuinte que integra grupo econômico deve reconhecer essa condição e listar as partes relacionadas, para inserção como corresponsáveis nos sistemas da dívida ativa. É uma decisão com efeito patrimonial que ultrapassa a empresa que adere.
O descumprimento das condições restabelece a cobrança integral, com abatimento apenas dos valores pagos, e impede nova transação pelos dois anos seguintes. O desenho das parcelas precisa caber no caixa real, não no caixa projetado.
A adesão autoriza a PGFN a compensar restituições, ressarcimentos, reembolsos e precatórios federais com parcelas vencidas e vincendas, e converte em pagamento definitivo os depósitos judiciais vinculados aos débitos transacionados. Quem tem crédito a receber da União ou valores depositados em juízo precisa medir esse efeito antes de assinar.
Havendo execução, penhora, bloqueio ou seguro garantia, a adesão precisa ser coordenada com a defesa judicial e com o destino das garantias já constituídas. São frentes que se comunicam e exigem condução unificada.
OAB/SP 450.231 · OAB/RJ 187.941
Sócio de Sarkis & Angelo Advogados Associados, escritório boutique de contencioso tributário: poucos casos, máxima profundidade e atuação direta do sócio, do diagnóstico à formalização. Não há repasse a equipes de volume — quem analisa os seus números é quem assina o parecer e conduz a negociação.
Levantamento das inscrições no Regularize, leitura da CAPAG atribuída e verificação das vedações aplicáveis. Você recebe, por escrito, o que é elegível, o que não é e qual o intervalo realista de desconto. Esta etapa não é cobrada.
Comparação entre as modalidades cabíveis, à vista e parcelada, com efeito no caixa mês a mês. Quando a classificação não reflete a realidade contábil, apresentamos pedido fundamentado de revisão de CAPAG, no prazo de 30 dias da ciência da classificação, antes de formalizar.
Formalização pelo Regularize dentro do prazo, cumprimento documental, desistências processuais no prazo de 60 dias e monitoramento posterior das obrigações, para que o acordo não seja rescindido por detalhe operacional.
Honorários. Proposta fechada apresentada depois do diagnóstico, quando já se conhece o tamanho e a complexidade real do caso. A primeira análise não é cobrada e não gera compromisso de contratação.
Começar pelo diagnósticoPrimeiro, uma leitura que costuma confundir: quando o edital fala em limite de 65%, isso é o quanto a dívida diminui, não o quanto sobra. No teto, uma dívida de R$ 5 milhões é quitada por R$ 1,75 milhão. Nos perfis favorecidos — pessoa física, ME, EPP, cooperativas, instituições de ensino e empresas em recuperação judicial — o limite é 70%, e sobram 30%.
Chegar ao teto, porém, depende de duas variáveis. A primeira é a composição da dívida: o desconto incide sobre juros, multas e encargos legais, nunca sobre o principal, e dívidas antigas têm proporção muito maior de acréscimos. A segunda é a capacidade de pagamento atribuída pela PGFN, que define se existe desconto e de quanto.
O simulador desta página estima o intervalo. O número definitivo sai da leitura das inscrições no Regularize, inscrição por inscrição.
CAPAG é a capacidade de pagamento estimada pela PGFN a partir de dados fiscais e patrimoniais do contribuinte. Ela determina o grau de recuperabilidade do crédito e, com isso, o desconto e o prazo disponíveis. Sim, é revisável: o contribuinte pode apresentar pedido fundamentado demonstrando, com demonstrações contábeis e memória de cálculo, que a classificação atribuída não corresponde à sua situação econômica real. O prazo é de 30 dias contados da ciência da CAPAG, e a PGFN exige, para empresas, laudo técnico de profissional habilitado, balanço, DRE e fluxo de caixa.
O pedido não é uma formalidade nem um recurso genérico. É um trabalho contábil e financeiro, e não garante mudança de faixa nem suspende o prazo do edital. Para aderir já com a classificação revista, o pedido precisa ser feito com antecedência suficiente para ser decidido antes da adesão, porque valem as condições do momento em que se formaliza.
Não impede, mas muda a estratégia. Débitos garantidos ou com exigibilidade suspensa recebem tratamento próprio no edital, e há modalidade específica para inscrições garantidas por seguro garantia ou carta fiança. É preciso decidir, caso a caso, o que entra na transação, o que permanece em discussão e o que acontece com as garantias já constituídas.
Quando existe execução em curso, a adesão e a defesa judicial precisam ser conduzidas em conjunto. Tratá-las separadamente costuma sair caro.
Não. A adesão deve abranger a totalidade das inscrições elegíveis, ressalvadas aquelas garantidas, parceladas, já transacionadas ou com exigibilidade suspensa por decisão judicial. Por isso o levantamento prévio é decisivo: ele mostra o compromisso real que está sendo assumido, e não apenas a dívida que motivou a procura.
Pode. Débitos que estão em parcelamento convencional ou em transação anterior podem ser incluídos, desde que haja desistência prévia do acordo em curso. Na prática, quem está num parcelamento convencional, sem desconto, pode trocá-lo por condições que talvez admitam redução de juros, multas e encargos e prazo maior — mas só a simulação feita antes da desistência mostra se a troca compensa.
A ordem dos fatos é o que exige cuidado. A desistência vem primeiro, e a adesão só é aceita se todos os demais requisitos estiverem cumpridos — inclusive não ter tido transação rescindida nos últimos dois anos, ainda que sobre outras dívidas — verificação que se faz no histórico de cada inscrição, uma a uma. Por isso a verificação de elegibilidade e da faixa de CAPAG precisa ser feita antes de desistir de qualquer coisa, e não depois. Os valores já pagos no parcelamento antigo permanecem quitados, mas não retornam nem se convertem em crédito.
Quando a empresa carrega um parcelamento que consome caixa todo mês sem reduzir o passivo, essa comparação costuma ser a conta mais relevante do diagnóstico.
Não nesta modalidade. O Edital nº 6/2026 mantém a vedação ao uso de créditos de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da CSLL para liquidação dos débitos transacionados. Empresas que carregam esses saldos precisam avaliar se outra via de negociação — inclusive a transação individual, para passivos maiores — é mais eficiente.
Consegue, e é importante saber o que costuma acontecer quando se faz assim. A maioria das empresas aparece no sistema classificada em CAPAG A ou B, faixas em que a PGFN entende que há capacidade de pagar o valor cheio. Nessas faixas o portal não oferece desconto nenhum: oferece entrada facilitada e parcelamento em até 60 prestações do valor integral. É essa a proposta que a tela apresenta, e é ela que a maior parte dos contribuintes acaba aceitando por não saber que existe outro caminho.
O nosso trabalho é justamente esse outro caminho: demonstrar, com balanços, DRE e memória de cálculo, que a capacidade real de pagamento da empresa não corresponde à classificação automática, e pedir a revisão da CAPAG. Reclassificada em C ou D, a mesma dívida passa a admitir redução de até 100% dos juros, das multas e dos encargos legais — respeitado o teto de 65% do total, conforme a proposta calculada para a empresa — e pagamento em até 120 prestações.
A diferença entre os dois cenários, num passivo relevante, raramente é pequena. E há uma questão de ordem: o pedido de revisão tem prazo de 30 dias da ciência da CAPAG e, para valer nesta adesão, precisa ser decidido antes dela, porque valem as condições vigentes no momento em que se formaliza.
Nosso trabalho de transação é dirigido a empresas com passivo federal relevante, em que a análise da CAPAG, a comparação de modalidades e a coordenação com execuções fiscais fazem diferença no resultado. Para pessoas físicas, MEIs e dívidas de pequeno valor, as condições do edital são fixas e a adesão costuma ser feita diretamente no Regularize, sem advogado. Veja como.
A proposta é apresentada depois do diagnóstico, com valor fechado e escopo definido, porque só então se conhece o tamanho do passivo, o número de inscrições e a necessidade ou não de revisão de CAPAG. O diagnóstico inicial não é cobrado. Trabalhamos com poucos casos por vez, o que permite atuação direta do sócio em cada um deles.
Até as 19h de 29 de janeiro de 2027, pelo Regularize. O prazo original terminava em 30 de setembro e foi prorrogado pelo Edital PGDAU nº 10/2026, que também passou a aceitar dívidas inscritas até 3 de julho de 2026. Há um detalhe de calendário: a primeira parcela vence no próprio mês da adesão, e o pedido de revisão de CAPAG, quando cabível, tem prazo próprio de 30 dias e precisa ser decidido antes. Quem tem passivo relevante deve começar com folga, sem deixar o trabalho contábil para janeiro.
Empresas com inscrições na dívida ativa da União quase sempre carregam também débitos de ICMS ou de ISS, sujeitos a programas próprios de transação e parcelamento, com prazos, critérios de desconto e exigências de garantia diferentes dos federais. Conduzimos as duas frentes de forma coordenada, para que o compromisso assumido em uma não inviabilize o caixa necessário na outra.
O retorno é feito pelo advogado responsável, com o que é elegível, o intervalo realista de desconto e a comparação entre as modalidades cabíveis ao seu caso.
Prazo final de adesão: 29/01/2027, às 19h — —.
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